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Quando a cirurgia vascular trata varizes?

  • Foto do escritor: Frederico Linhares
    Frederico Linhares
  • 6 de ago.
  • 4 min de leitura

Pernas pesadas ao fim do dia, queimação, inchaço nos tornozelos ou vasos aparentes que aumentam com o tempo não devem ser tratados apenas como incômodo estético. A cirurgia vascular é a especialidade que investiga a circulação e define a melhor conduta para cada caso, muitas vezes com procedimentos modernos que dispensam cortes extensos e permitem uma recuperação mais confortável.

Para quem convive com varizes, a dúvida costuma ser direta: será que preciso operar? A resposta depende do tipo de veia afetada, dos sintomas, do estágio da doença venosa e dos resultados da avaliação médica. Nem toda variz exige cirurgia convencional. Em muitos casos, tratamentos minimamente invasivos oferecem segurança, precisão e retorno mais rápido à rotina.

O que faz a cirurgia vascular?

A cirurgia vascular cuida da prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças que acometem vasos sanguíneos, como artérias, veias e vasos linfáticos. No consultório, uma parte importante desse trabalho envolve a doença venosa crônica, condição que pode causar vasinhos, varizes, dor, edema, manchas na pele e, em situações mais avançadas, feridas nas pernas.

As varizes surgem quando as válvulas dentro das veias, especialmente nas pernas, deixam de conduzir o sangue de forma eficiente de volta ao coração. Parte do sangue pode se acumular, aumentando a pressão dentro do vaso. Com o passar dos anos, a veia dilata e pode se tornar visível, tortuosa e dolorosa.

Há fatores que aumentam a chance de desenvolver o problema. Histórico familiar, gravidez, longos períodos em pé ou sentado, excesso de peso, idade e alterações hormonais estão entre os mais frequentes. Ainda assim, duas pessoas com rotinas semelhantes podem ter quadros muito diferentes. Por isso, o tratamento não deve ser definido pela aparência da veia ou por indicação de conhecidos.

Quando procurar um cirurgião vascular?

Vasinhos finos podem ser uma queixa predominantemente estética, mas também merecem avaliação quando aparecem em grande quantidade ou vêm acompanhados de sintomas. Já varizes mais calibrosas, salientes ou associadas a desconforto precisam de atenção especializada.

Vale marcar uma consulta se houver peso, cansaço, dor, coceira, queimação, inchaço recorrente, câimbras noturnas ou escurecimento da pele próximo aos tornozelos. Feridas que não cicatrizam, sangramento em uma variz ou inchaço súbito em apenas uma perna exigem avaliação médica sem demora.

A consulta também é o momento de esclarecer uma preocupação comum: tratar varizes não é apenas uma decisão estética. Quando existe refluxo venoso, adiar a abordagem pode permitir a progressão dos sintomas e das alterações de pele. Ao mesmo tempo, tratar cedo não significa fazer um procedimento mais agressivo. Frequentemente, significa planejar uma intervenção mais simples e adequada.

O papel do ultrassom Doppler

O exame mais utilizado para mapear as veias é o ultrassom Doppler venoso. Ele mostra o fluxo sanguíneo em tempo real, identifica veias com refluxo e ajuda a entender se a safena está envolvida. É um exame indolor e fundamental para que o plano terapêutico seja baseado na causa do problema, não apenas no que é visível na superfície da pele.

Com esse mapeamento, o especialista consegue diferenciar vasos que podem ser tratados diretamente daqueles que dependem da correção de uma veia maior. Essa etapa reduz a chance de tratamentos incompletos e torna a indicação mais segura.

Tratamentos modernos para varizes

A cirurgia vascular atual não se resume à retirada de veias por meio de incisões. A escolha da técnica depende da anatomia venosa, do calibre dos vasos, do refluxo detectado no Doppler, do histórico de saúde e das expectativas de cada paciente.

Para vasinhos e pequenas veias, a escleroterapia pode ser indicada. O método consiste na aplicação de uma substância que provoca o fechamento controlado do vaso. Em situações selecionadas, a escleroterapia com espuma permite tratar veias de maior calibre e pode ser guiada por ultrassom, aumentando a precisão da aplicação.

O laser transdérmico é outra alternativa para determinados vasinhos superficiais. Ele atua por meio de energia direcionada ao vaso, sem necessidade de cortes. Nem todo vaso responde da mesma forma ao laser ou à escleroterapia, e por isso a combinação de técnicas pode trazer um resultado mais equilibrado.

Quando há comprometimento da veia safena, o endolaser é uma opção frequentemente utilizada. Por meio de uma fibra introduzida na veia, a energia térmica promove o fechamento do segmento doente. Em vez de retirar a safena por incisões maiores, a veia é tratada internamente e o organismo a reabsorve ao longo do tempo.

Esses procedimentos podem oferecer benefícios relevantes: menor trauma aos tecidos, menos cortes, recuperação geralmente mais rápida e retorno precoce às atividades habituais. Isso não quer dizer que exista uma técnica ideal para todos. Uma variz volumosa, por exemplo, pode precisar de flebectomias, pequenas retiradas de veias por microincisões, associadas ao tratamento da safena. A melhor conduta é aquela que corrige a causa e respeita as necessidades do paciente.

A recuperação é sempre rápida?

A recuperação varia conforme o procedimento realizado, a extensão da doença venosa e a rotina de cada pessoa. Após técnicas minimamente invasivas, muitos pacientes conseguem caminhar no mesmo dia e retomar atividades leves em pouco tempo. Contudo, é comum haver sensibilidade, pequenos hematomas ou sensação de endurecimento no trajeto de veias tratadas durante o processo de recuperação.

O uso de meia de compressão pode ser recomendado em alguns casos, assim como caminhadas regulares e cuidados temporários com exercícios de alto impacto, exposição solar e longos períodos parado. As orientações devem ser individualizadas. Seguir recomendações genéricas encontradas na internet pode atrapalhar mais do que ajudar.

Também é preciso ter expectativas realistas. Veias tratadas tendem a melhorar progressivamente, e alguns tratamentos exigem mais de uma sessão. Além disso, a predisposição às varizes permanece. O acompanhamento ajuda a tratar novos vasos quando necessário e a preservar o resultado ao longo dos anos.

Segurança começa com uma boa indicação

Procedimentos vasculares devem ser realizados após avaliação cuidadosa, com diagnóstico e planejamento adequados. A segurança não está apenas na tecnologia utilizada, mas na experiência de quem indica, executa e acompanha o tratamento.

Em Fortaleza, o Dr. Frederico Linhares reúne 13 anos de experiência em angiologia e cirurgia vascular, com atuação no tratamento de doenças venosas e métodos minimamente invasivos. A consulta permite avaliar cada caso com atenção, discutir alternativas e definir uma estratégia compatível com sintomas, exame físico e ultrassom Doppler.

Se suas pernas têm dado sinais de desconforto ou se as varizes passaram a incomodar na rotina, uma avaliação especializada pode trazer clareza e tranquilidade. Cuidar da circulação no momento certo é uma forma prática de recuperar bem-estar, confiança e liberdade para se movimentar.

 
 
 

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